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# Governança do BM

> De quem é a conta, quem tem acesso, verificação da empresa, nome de exibição, selo e a fatura em reais.

Quem é dono da conta, quem tem acesso e quem paga a fatura definem o risco da operação antes de qualquer campanha. Esta página mostra a estrutura que a Meta espera encontrar.

## De quem é a conta? Sempre do cliente

A regra da Meta hoje é clara: a conta de WhatsApp pertence à empresa que atende os clientes — nunca à agência que a opera. Agência trabalha **dentro** da conta do cliente, com acesso de parceiro e permissões mínimas.

| ✅ Estrutura certa                                                                                  | ❌ Estrutura de risco                                                                 |
| -------------------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------ |
| Conta no BM **da própria empresa**, verificada com o CNPJ dela                                     | Funcionários da agência como **administradores pessoais** nos BMs de vários clientes |
| Agência conectada como **parceira** (Configurações do negócio → Parceiros), sem virar dona de nada | O mesmo cartão pagando as contas de clientes diferentes                              |
| Cada empresa com a própria forma de pagamento e o próprio site                                     | Todos os BMs operados das mesmas máquinas, sem o acesso de parceiro                  |
| Combinado por escrito o que acontece se a parceria acabar                                          | Acreditar que "BM separado" isola uma conta da outra                                 |

O que a tabela não mostra:

* **Permissões mínimas:** a agência recebe só o que precisa para operar (campanhas, modelos) — nunca o controle total do BM.
* **Contrato de saída:** se a parceria acabar, os acessos são revogados e todos os ativos ficam com o cliente.
* **Site próprio no ar:** a Meta confere o site na verificação e no nome de exibição.
* **Migração sem pressa:** se hoje a estrutura está no modelo de risco, corrija aos poucos — primeiro os acessos, depois o pagamento. Mover contas às pressas parece manobra para o algoritmo.

Administradores, pagamento, computadores e documentos em comum são exatamente os fios que a Meta usa para amarrar contas "independentes" numa mesma rede — e punir todas juntas. [Por que criar outro BM não resolve](/guia-whatsapp/banimentos#criar-outro-bm-nao-resolve-a-meta-enxerga-os-vinculos)

## Por que governança ruim derruba contas

Os vínculos de uma estrutura mal montada não aparecem no dia a dia — mas definem como a Meta agrupa contas na hora de punir. Cinco riscos concretos saem daí:

1. **Punição herdada.** Dentro de uma rede, a sua conta responde pelo comportamento das outras. Uma violação em qualquer conta vinculada pode derrubar a sua, mesmo com a sua operação impecável — o sistema de integridade não olha nota de qualidade nem engajamento.
2. **Estrago ampliado.** A punição de rede não mira um número: trava portfólios inteiros e os ativos ligados a eles — anúncios, páginas e todos os WhatsApps. O problema de uma conta vira a parada geral do negócio.
3. **Reação improvisada vira agravante.** Sem um plano combinado de antemão, a resposta instintiva a um bloqueio — acionar outro número para a mesma base — é lida como tentativa de driblar a punição e acelera a queda das contas que restavam.
4. **Recuperação comprometida.** O recurso depende de provar independência: CNPJ, pagamento e site próprios. Uma estrutura compartilhada não produz essa prova — e uma conta que já sofreu restrição não pode ser transferida para outro BM depois.
5. **Nenhum aviso antes.** Esses vínculos não aparecem em painel nenhum. Com frequência, a primeira notícia de que as contas estavam amarradas é a segunda queda.

## Quem pode mexer na conta

* **Dois ou três administradores no máximo**, com contas pessoais reais e antigas — e **verificação em duas etapas obrigatória** para todos.
* Um administrador reserva, já com a verificação configurada e testada — para ninguém ficar trancado para fora.
* A conta pessoal do administrador é o elo fraco: se ela cai ou é invadida, o BM inteiro sente.
* Acesso de lugares incomuns e problemas na forma de pagamento disparam travas automáticas da Meta.

## Verificação, nome e selo

### Verificação da empresa — o que destrava o crescimento

* É ela que leva o limite de 250 para 2.000 conversas por dia — faça cedo, antes de precisar.
* Onde: no Security Center do [business.facebook.com](https://business.facebook.com).
* Documentos: cartão CNPJ, contrato social, extrato ou conta em nome da empresa — **recentes e com nome e endereço batendo entre si**. Site no ar, com o nome da empresa visível.
* O motivo nº 1 de recusa: nome ou endereço diferente entre o documento e o cadastro.

### Nome de exibição — o nome que aparece na conversa

* Precisa ter relação clara com a empresa e aparecer no site (o rodapé resolve). Nome fantasia funciona, desde que dê para ligar ao nome oficial.
* Recusam: nome genérico ("Imóveis"), só o nome da cidade, e palavras como "Oficial".

### Selo azul — o que ele faz e o que ele não faz

* O selo gratuito exige empresa verificada, nome de exibição aprovado e relevância pública (ajuda anexar matérias de imprensa recentes).
* Existe também a assinatura paga da Meta, que dá o selo e **atendimento prioritário no suporte** — útil como seguro para operações grandes.
* **O selo não blinda contra bloqueio nem aumenta limites.** Contas verificadas caem do mesmo jeito. O ganho real: menos desconfiança do lead e um canal de suporte melhor.

## A fatura em reais

* Contas brasileiras novas já nascem cobradas **em reais**, com fatura da entidade brasileira da Meta e pagamento por boleto.
* Contas antigas em dólar precisam migrar **até junho de 2027** — depois disso, as mensagens delas param de ser entregues.
* Fatura atrasada gera multa e pode **pausar a conta** — problema de pagamento derruba campanha tão rápido quanto problema de conteúdo.
