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Quem é dono da conta, quem tem acesso e quem paga a fatura definem o risco da operação antes de qualquer campanha. Esta página mostra a estrutura que a Meta espera encontrar.

De quem é a conta? Sempre do cliente

A regra da Meta hoje é clara: a conta de WhatsApp pertence à empresa que atende os clientes — nunca à agência que a opera. Agência trabalha dentro da conta do cliente, com acesso de parceiro e permissões mínimas. O que a tabela não mostra:
  • Permissões mínimas: a agência recebe só o que precisa para operar (campanhas, modelos) — nunca o controle total do BM.
  • Contrato de saída: se a parceria acabar, os acessos são revogados e todos os ativos ficam com o cliente.
  • Site próprio no ar: a Meta confere o site na verificação e no nome de exibição.
  • Migração sem pressa: se hoje a estrutura está no modelo de risco, corrija aos poucos — primeiro os acessos, depois o pagamento. Mover contas às pressas parece manobra para o algoritmo.
Administradores, pagamento, computadores e documentos em comum são exatamente os fios que a Meta usa para amarrar contas “independentes” numa mesma rede — e punir todas juntas. Por que criar outro BM não resolve

Por que governança ruim derruba contas

Os vínculos de uma estrutura mal montada não aparecem no dia a dia — mas definem como a Meta agrupa contas na hora de punir. Cinco riscos concretos saem daí:
  1. Punição herdada. Dentro de uma rede, a sua conta responde pelo comportamento das outras. Uma violação em qualquer conta vinculada pode derrubar a sua, mesmo com a sua operação impecável — o sistema de integridade não olha nota de qualidade nem engajamento.
  2. Estrago ampliado. A punição de rede não mira um número: trava portfólios inteiros e os ativos ligados a eles — anúncios, páginas e todos os WhatsApps. O problema de uma conta vira a parada geral do negócio.
  3. Reação improvisada vira agravante. Sem um plano combinado de antemão, a resposta instintiva a um bloqueio — acionar outro número para a mesma base — é lida como tentativa de driblar a punição e acelera a queda das contas que restavam.
  4. Recuperação comprometida. O recurso depende de provar independência: CNPJ, pagamento e site próprios. Uma estrutura compartilhada não produz essa prova — e uma conta que já sofreu restrição não pode ser transferida para outro BM depois.
  5. Nenhum aviso antes. Esses vínculos não aparecem em painel nenhum. Com frequência, a primeira notícia de que as contas estavam amarradas é a segunda queda.

Quem pode mexer na conta

  • Dois ou três administradores no máximo, com contas pessoais reais e antigas — e verificação em duas etapas obrigatória para todos.
  • Um administrador reserva, já com a verificação configurada e testada — para ninguém ficar trancado para fora.
  • A conta pessoal do administrador é o elo fraco: se ela cai ou é invadida, o BM inteiro sente.
  • Acesso de lugares incomuns e problemas na forma de pagamento disparam travas automáticas da Meta.

Verificação, nome e selo

Verificação da empresa — o que destrava o crescimento

  • É ela que leva o limite de 250 para 2.000 conversas por dia — faça cedo, antes de precisar.
  • Onde: no Security Center do business.facebook.com.
  • Documentos: cartão CNPJ, contrato social, extrato ou conta em nome da empresa — recentes e com nome e endereço batendo entre si. Site no ar, com o nome da empresa visível.
  • O motivo nº 1 de recusa: nome ou endereço diferente entre o documento e o cadastro.

Nome de exibição — o nome que aparece na conversa

  • Precisa ter relação clara com a empresa e aparecer no site (o rodapé resolve). Nome fantasia funciona, desde que dê para ligar ao nome oficial.
  • Recusam: nome genérico (“Imóveis”), só o nome da cidade, e palavras como “Oficial”.

Selo azul — o que ele faz e o que ele não faz

  • O selo gratuito exige empresa verificada, nome de exibição aprovado e relevância pública (ajuda anexar matérias de imprensa recentes).
  • Existe também a assinatura paga da Meta, que dá o selo e atendimento prioritário no suporte — útil como seguro para operações grandes.
  • O selo não blinda contra bloqueio nem aumenta limites. Contas verificadas caem do mesmo jeito. O ganho real: menos desconfiança do lead e um canal de suporte melhor.

A fatura em reais

  • Contas brasileiras novas já nascem cobradas em reais, com fatura da entidade brasileira da Meta e pagamento por boleto.
  • Contas antigas em dólar precisam migrar até junho de 2027 — depois disso, as mensagens delas param de ser entregues.
  • Fatura atrasada gera multa e pode pausar a conta — problema de pagamento derruba campanha tão rápido quanto problema de conteúdo.